Quando o marido ganha menos

MAX GEHRINGER
G1
Revista Época
MAX GEHRINGERé especialista em carreiras e empregos e autor de dez livros sobre o mundo empresarial
Sou formada em Direito, mas não consegui passar no Exame da Ordem dos Advogados, que me permitiria exercer a profissão. Já foram quatro tentativas frustradas. Cada vez que acontece, me sinto mais desestimulada. Trabalho numa boa empresa, mas minha função não tem nada a ver com advocacia. O que você me sugere? 
Uma pós-graduação em administração ou um curso de especialização na área em que você está atuando. O número de bacharéis em Direito que passa no Exame da Ordem é baixo – menos de 20%. Há mais de 4 milhões de bacharéis em situação igual a sua. Eu lhe recomendo fazer o que a maioria deles já fez: encarar o curso de Direito como uma graduação que lhe dará oportunidade de exercer funções administrativas em empresas. Você não fez uma escolha errada. Você concluiu um bom curso que não lhe abriu as portas que você imaginava, mas que poderá lhe abrir outras que você não havia considerado.

Estou de casamento marcado para daqui a alguns meses. Meu noivo está sendo transferido para outra cidade, para ocupar um cargo melhor, e eu estou feliz por ele. Porém, eu também tenho um bom emprego e ganho mais que meu noivo. A cidade para a qual ele será transferido é pequena e não oferece oportunidades para profissionais de minha área. Estou apavorada com essa situação inesperada. 

A mulher que serenamente acompanhava o marido numa transferência está bem guardada em algum museu do século XX. Hoje, quem faz as malas é o cônjuge com menor perspectiva de carreira. Se esse cônjuge for o marido, como ocorre no caso de vocês, ele deve pedir demissão, voltar para a cidade de origem, procurar um emprego que permita a ele estar a seu lado e incentivar sua ascensão profissional, porque isso será o melhor para o casal. Se seu noivo não aceitar essa situação, o casamento de vocês provavelmente só durará até que a paixão inicial dê lugar à racionalidade e você comece a avaliar tudo o que perdeu.

Vou dar entrada num processo de assédio moral contra meu ex-gerente. Tenho laudos médicos e psicológicos que atestam minha degradação física e mental. Devo dizer isso em futuras entrevistas de emprego? 
Não. Esse é o tipo de assunto que deixa entrevistadores assustados. Primeiro, consiga um emprego. Após o período de experiência, explique o caso a seu novo chefe e fale que você pretende mover o processo. É importante que ele saiba com antecedência, porque você vai perder alguns dias de trabalho para participar das audiências. Talvez seu novo chefe lhe ofereça apoio, ou talvez ele tente dissuadi-la. Aí, com novos elementos a considerar, você saberá decidir o que é melhor.

Qual é a hora certa para sair de uma empresa?
Quase sempre quem faz essa pergunta está consciente de que a hora já passou, mas tem receio de arriscar.

 DivulgaçãoDICAS DO MAX 
Em Clássicos do mundo corporativo, Max ensina a se dar bem no trabalho (Editora Globo, R$ 12,50)




Max Gehringer
 é especialista em carreiras e empregos e autor de dezlivros sobre o mundo empresarial
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